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TRANSMISSÕES EM DIRETO DO TRÍDUO PASCAL

HORÁRIO DAS CELEBRAÇÕES DIOCESANAS DO TRÍDUO PASCAL, NA SÉ NOVA DE COIMBRA:

TRANSMISSÕES EM DIRETO:

As celebração serão transmitidas em direto

 -no canal YouTube da Diocese de Coimbra

https://bit.ly/2vPtxGy 

– no Facebook da Diocese de Coimbra 

https://www.facebook.com/Diocese.de.Coimbra

No Coimbra Canal

www.coimbracanal.com

Dia 9 de abril, quinta-feira, às 21 horas – Missa da Ceia do Senhor

Dia 10 de abril, sexta-feira, às 15 horas – Celebração da Paixão do Senhor

Dia 11 de abril, sábado, às 21h 30m – Vigília Pascal

Dia 12 de abril, domingo, às 11 horas – Missa do dia de Páscoa

Oportunamente divulgaremos os respetivos links.

Mensagem de Páscoa do Bispo de Coimbra

“Nas últimas semanas e no meio da grandíssima tragédia que se abateu sobre a humanidade, têm surgido muitos raios de luz, que dão um suave alento a todos, mas particularmente aos que estão diretamente no meio da tempestade”. “Convido-vos a professar a certeza da nossa fé que nos diz: depois da quaresma, vem sempre a páscoa; depois da cruz, chega sempre a ressurreição; depois de um inverno duro e frio, chega sempre o calor da primavera”. – Dom Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra

SEMPRÁVIAR BY DAVID CARRONHA |QUEQUES CASEIROS

Queques para fazeres em família sem grande dificuldade. Poucos ingredientes e garantia de um ótimo lanche.

Numa altura complicada e em que grande parte das pessoas está em casa com os filhos decidi fazer uma receita fácil que toda a gente possa fazer sem grande dificuldade e com o que tinha por casa . Não é uma receita light, mas decidi reduzir no açucar e substituí-lo por açúcar de coco. Vem aí tudo o que precisas saber sobre QUEQUES CASEIROS. 

E SE – TELETRABALHO É A SOLUÇÃO

Há várias Soluções disponíveis no mercado para permitir Ensino à distância. No “E se…” damos vários exemplos e apresentamos o meu caso pessoal. Das várias ferramentas disponíveis, selecionei aquela que me pareceu mais eficaz, tendo em conta as várias opções disponíveis e criei uma plataforma para poder fazer ensino à distância, partilhando recursos e demonstrações. Mostro-vos um exemplo de uma aula. Espero que isso contribua para vejam o vosso caso e adotem uma das soluções disponíveis.
O teletrabalho permite reforçar a nossa luta contra o vírus e reforçar a qualidade do nosso serviço.
E SE, um programa de Norberto Pires com realização de Rijo Madeira.

E SE – O Hospital adiado

O Hospital da Compaixão em Miranda do Corvo é algo que me deixa perplexo. Custou 7 milhões de euros, foi construído com dinheiro da Fundação ADFP e uma pequena parte da Câmara Municipal de Miranda do Corvo. Está pronto a funcionar. Tem equipamento do mais avançado que existe. Mas não tem autorização para abrir, nem o SNS responde sobre os necessários protocolos que permitam que o hospital preste serviço numa região de interior. Ainda esta semana o Governo apresentou uma pacote de quase 500 milhões de euros para atrair pessoas para o interior, prometendo incentivos de quase 5 mil euros por pessoa. Pois aqui está uma medida bem mais simples e mais barata: baste permite que bara o Hospital da Compaixão. De certeza que vai atrair mais gente para o interior, pois essas pessoas vão sentir-se mais apoiadas e seguras nessa complicada decisão de mudar para o interior. E SE, um programa de Norberto Pires com realização de Rijo Madeira.

V Ciclo Concertos Coimbra

V Ciclo Concertos Coimbra 🎼 regressa ao cenário habitual da Cidade de Coimbra que passará novamente por mais de 5 locais emblemáticos a revelar brevemente🌲 entre 20 e 22 de Março de 2020.

➡️ Acompanhe todas as novidades na página Facebook e no Instagram ✨e brevemente no nosso site: www.cicloconcertoscoimbra.pt

14 de fevereiro, 14h30 | Pré-Estreia da 5ª edição do Ciclo de Concertos de Coimbra.

A apresentação do programa do 5º Ciclo de Concertos de Coimbra decorrerá na Sala do Capítulo da Igreja de Santa Cruz pela 14h30 e, pelas 15h, um concerto pela mão de Paulo Bernardino fará soar os tubos do orgão da igreja em especial homenagem à Cáritas Diocesana de Coimbra e a todos os seus utentes.

APOIO: COIMBRA CANAL

Sem emoção não há decisão?

O Cineteatro de Anadia prepara-se para receber um dia inteiro dedicado às emoções, juntando no mesmo momento uma panóplia de especialistas de diferentes áreas e setores. A conferência “Sem emoção não há decisão?”, promovida pelo Colégio da Curia em parceria com o Município de Anadia e o Hotel das Termas da Curia, acontece a 18 de janeiro, das 10 horas às 18h 30m, e conta com os “speakers” Luís Borges, Eduardo Sá, Jorge Sequeira, Juliana David e Sofia N. Rodrigues.

Falar de emoções, desde a infância até à fase adulta, pretende ser o objetivo primordial desta primeira grande conferência, que juntará na cidade de Anadia ilustres convidados do panorama nacional e até internacional. “Foi mais um dos momentos pensados para o Colégio da Curia, mas que, dada a dimensão dos convidados, achei que seria egoísmo não partilhar com a comunidade”, explicou, ao nosso jornal, Maria Manuel Vicetro, diretora do Colégio da Curia, garantindo que “a Câmara de Anadia aceitou no imediato a proposta, tornando-se parceira, disponibilizando o Cineteatro e todo o seu pessoal técnico, e ainda colaborando na divulgação e comunicação”.

Serão aliás a líder do Colégio da Curia e a vereadora responsável pela Educação no Município de Anadia – Maria Manuel Vicetro e Jennifer Pereira – a promoverem a abertura da sessão, que durante todo o dia contará com diversos painéis: “Com as emoções não chegamos ao céu”, por Eduardo Sá, psicólogo e psicanalista; “Criança, Adulto – Metamorfose”, por Juliana Oliveira David, psicopedagoga clínica; “Especificidade da criança”, por Sofia Nascimento Rodrigues, Mestre em Direito com Pós-graduação em “Educação para a Paz”; “Cérebro social”, pelo neuropediatra Luís Borges; e “Dar ao Pedal” com Jorge Sequeira, Professor de Psicologia.

A iniciativa conta ainda com dois debates, um moderado por Idália Sá-Chaves, Professora na Universidade de Aveiro, e outro por César Rodrigues, investigador no Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX da Universidade de Coimbra. Haverá ainda alguns momentos culturais promovidos pela Escola de Bailado Aveiro / Águeda / Anadia e por António Vilhena.

O número limite de inscrições é de duzentos e sessenta e poucos lugares já há disponíveis. O custo de participação por pessoa é de quinze euros e as reservas devem ser feitas para eventos@mapearte.pt e/ou 231 511 928. “Estão inscritas pessoas de todo o lado – Coimbra, Aveiro, Águeda, Porto, Anadia – e de várias áreas – desde a saúde, educação, medicina até a advocacia -, estando neste encontro representada, de certa forma, toda a sociedade civil”, explicou, ao nosso jornal, Maria Manuel Vicetro.

Essencialmente, garante a diretora do Colégio da Curia, pretendemos com esta conferência “dar recurso às pessoas para conseguirem gerir as emoções de forma positiva”. “Será um momento de carácter informal e familiar, de forma a que todas as pessoas possam participar”, concluiu.

Texto de Mónica Sofia Lopes

E SE – A cheia e a incúria

nfelizmente, mais uma vez, todo o vale do Mondego sofreu mais uma cheia que destruiu bens, meios de produção industriais e agrícolas, afetou transportes e deixou com o coração nas mãos vários milhares de pessoas. Tudo isto, para além de desanimador, é absolutamente desesperante. É verdade que no Inverno chove e, apesar de darem nomes fofinhos às intempéries, os efeitos do mau tempo podem resultar em estragos significativos. No entanto, construiu-se há cerca de 40 anos um sistema, denominado Empreendimento de Fins Múltiplos do Baixo Mondego, que visava controlar a natureza rebelde do rio Mondego e seus afluentes, evitando assim as cheias frequentes que alagavam a cidade de Coimbra e as populações até à Figueira-da-foz. Esse sistema, apesar de muito bem pensado, não é, nem poderia ser, infalível, mas foi planeado para ser capaz de evitar a maioria das situações que davam origem a cheias.
Na verdade, desde que entrou em funcionamento, e enquanto o sistema era novo (não eram críticos os efeitos de ausência de manutenção), não houve problemas de maior. No entanto, em 2001, regista-se de novo uma grande cheia em todo o vale do Mondego.

Nessa altura, assim como nas cheias seguintes de 2016 (duas consecutivas nesse mesmo ano), os relatórios de análise da situação apontavam causas gravíssimas:
1 )Total ausência de manutenção do sistema, o que, como é fácil de entender, potenciava falhas nos equipamentos, e com isso eventos graves de cheias e perdas de bens materiais, para além de colocar em risco a vida humana, por deficiente funcionamento do sistema;
2 ) O facto de ser uma obra inacabada, isto é, não tinham sido regularizados, como fazia parte do projeto original, os vários afluentes do Mondego, faltavam equipamentos (por exemplo, das 6 bombas de alto débito planeadas para estar a jusante do açude e que deveriam retirar do rio aproximadamente 500 m3/s de água, só uma tinha sido instalada);
3 ) O facto de ser uma obra com 40 anos, projetada num determinado cenário, tendo em conta a ocupação do território e as opções tecnológicas da altura. Todas as obras de engenharia têm de ser avaliadas, de tempos a tempos, revisitando os projetos, de forma a adaptá-las à nova realidade e melhorar o seu desempenho tendo em conta novas soluções tecnológicas. Em 40 anos, para além de não ser mantido, este empreendimento não foi revisitado;
4 ) O facto de não existir nenhuma entidade de gestão que permitisse garantir as tarefas acima mencionadas, mas também monitorizar o rio e os seus afluentes e instalar sistemas de vigilância essenciais para uma resposta célere, segura e eficaz. Uma entidade de gestão que tivesse ainda a autoridade necessária para avaliar qualquer obra que fosse planeada na sua área de intervenção, acautelando assim a eficácia global do sistema;
5 ) Não foi ajustada, à medida da evolução dos tempos e das novas circunstâncias, a forma como eram/são geridas as barragens do Mondego, nomeadamente a Aguieira, exigindo parâmetros de gestão não somente economicistas e mais adaptados ao dia-a-dia das populações. Por exemplo, existem relatos, não confirmados, de que nesta cheia de 2019, a barragem da Agueira esteve em risco sério de colapso. O que torna incompreensível o cancelamento, em 2016, da Barragem de Girabolhos. Na verdade, essa barragem, que fazia parte do plano original de intervenção no rio, foi cancelada em 2016, também, por este ministro que agora queria mover aldeias. O presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, diz que a obra não avançou em 2016 por “pressão política” do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista Os Verdes, que queriam rever os termos do acordo que já tinha sido assinado. É importante que isso seja esclarecido com urgência.

Acresce que o rio Mondego, por exemplo, sofreu obras de desassoreamento em 2017 e 2018. No entanto, os inertes removidos do leito do rio foram usados para fazer um aterro gigantesco a jusante do açude e uma parte para uma nova praia fluvial a norte do açude. A QUERCUS alertou nessa altura para a insensatez desse aterro, fazendo vários avisos de que os efeitos seriam os de potenciar novas cheias e dificuldades nas terras a jusante de Coimbra. Bateram na porta errada, ninguém lhes ligou. As consequências estão à vista.

Para além disso, com incêndios, ausência de limpeza das matas, total desordenamento da floresta, etc., os resíduos florestais, matéria ardida, etc., vão parar ao rio sempre que as condições climatéricas são adversas. Basta ver a quantidade enorme de árvores partidas que o rio transportava, muitas das quais são ainda visíveis nos pilares da Ponte Pedonal, da ponte de Santa Clara e no Açude. Tudo isso contribuiu para esta cheia, para a pressão sobre os diques e para o colapso de todo o sistema.

Ao contrário do que disse o insensato Ministro do Ambiente, que, depois de ter autorizado um Aeroporto Internacional no estuário do Tejo, queria mudar de sítio as aldeias de Montemor, não precisamos de mudar as aldeias de sítio. Precisamos que aprendam que não podem construir em leito de cheia, que temos de respeitar o rio, mas acima de tudo, que temos todos de exigir que o sistema de engenharia desenhado para o controlar seja revisitado, revisto, finalizado, mantido, gerido e monitorizado. Isso é essencial para o nosso futuro e não pode continuar desta forma. São os cidadãos que o têm de exigir, pois por iniciativa das autoridades públicas isso não irá acontecer, como os factos demonstram.

Texto publicado no Diário As Beiras de 28 de Dezembro de 2019
Agradecimentos; Miguel Franco e Álvaro Cadima