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NOITE SAUDÁVEL DAS CIDADES DO CENTRO DE PORTUGAL

Os contextos recreativos desempenham um papel importante na vida das cidades e dos jovens mas têm, em várias situações, uma ligação intrínseca com a rutura de hábitos de vida saudáveis e a associação a uma multiplicidade de fatores de risco em várias áreas (violência, abuso de álcool e/ou consumo de drogas ilícitas, sinistralidade rodoviária, etc.).
Há um conjunto de comportamentos individuais e coletivos que podem contribuir para esta situação agravar ou melhorar o bem-estar, a segurança e a qualidade dos espaços de recreação noturna. A título de exemplo, um inquérito de 2013, promovido pelo Instituto Europeu para o Estudo dos Fatores de Risco (IREFREA – Portugal), a 500 frequentadores da noite maiores de 16 anos, em Coimbra, dá evidência a esta realidade. Estes dados veem ao encontro das preocupações também evidenciadas, entre outras entidades, pelas Forças de Segurança de Coimbra assim como pela Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD) e pelo Centro de Prevenção do Tratamento do Trauma Psicológico – CHUC. Falamos de uma realidade transversal a outros municípios do nosso Pais e à Europa onde vivemos. De registar internacionalmente a multiplicidade de projetos já implementados visando a prevenção destas problemáticas.
Tendo em conta as preocupações comuns do Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicológico (CPTTP) — Centro de Responsabilidade Integrado de Psiquiatria (CRI), do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra — e do Instituto Europeu para o Estudo dos Fatores de Risco (IREFREA, Portugal), nasce em 2014 o projeto Noite Saudável da Cidade de Coimbra, que na sequência do Fórum Internacional “Noite Saudável das Cidades”, que se realizou de 4 a 6 de Maio 2016 em Coimbra, promove a “Declaração Noite Saudável das Cidades do Centro de Portugal”, documento que viria a ser subscrito em Junho do mesmo ano por dezenas de entidades, entre as quais 21 municípios da região centro do país. Investindo na prevenção da violência interpessoal, do abuso de álcool e consumo de drogas ilícitas, e na sinistralidade rodoviária, procura contribuir para
(1) eliminar/atenuar os fatores de risco associados às áreas anteriormente referenciadas,
(2) promover fatores protetores, e
(3) potenciar a resiliência comunitária.
Na implementação desta iniciativa importa registar o apoio da CCDRC, na pessoa da Prof.ª Ana Abrunhosa.
Em 2017, no âmbito da candidatura (“Centro 2020”) do Instituto Europeu para o Estudo dos Fatores de Risco (IREFREA – Portugal) surge o atual projeto “Noite Saudável das Cidades do Centro de Portugal”, cuja coordenação científica é assumida pelo Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicológico, CRI de Psiquiatria – CHUC e pelo IREFREA – Portugal.

https://www.noitesaudavel.pt/

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E SE 14 – Movimento de Humor

O “E se…” foi acompanhar a apresentação do estudo científico e técnico lançado pelo MH, com a colaboração do Professor Doutor Dom Ingues da Universidade da Flórida. Nesse estudo, com demonstração técnica no local, garante-se que é possível instalar um Aeroporto Internacional no Largo da Portagem em Coimbra. O estudo foi distribuído pela população e os responsáveis pelo MH deram conta da sua atividade cívica.
Na verdade, se há alguma verdade nisto, o MH aproveitou o 5 de outubro para se dar a conhecer e lançar o número zero da revista que pretende tornar regular.
“E Se…”, com humor, estivéssemos atentos ao que se passa em Coimbra?

Fado Hilário e Alentejo Cantado

Serenata CANÇÃO, CANTE E PATRIMÓNIO

Festival Correntes de um só Rio

3 Out 2018

Convento São Francisco, Câmara Municipal de Coimbra

Produção: Associação Fado Hilário

Realização Cláudio Calhau

Som João Tavares Força da Música

Direcção Musical João Ferreira e Pedro Mestre

Músicos ALENTEJO CANTADO

Solista: Pedro Mestre FADO HILÁRIO Manuel Portugal e Diogo Mendes (Guitarras de Coimbra) João Ferreira e Pedro Ribeiro (Violas)

Vídeo da Red Bull na Serra da Lousã

Serra da Lousã em filme publicitário da Red Bull
O vídeo mostra um duelo entre o piloto de ralis Dani Sordo, da Hyundai, e o

“byker” Andreu Lacondeguy.

A Red Bull gravou um novo vídeo promocional, que teve como palco a Serra da Lousã.
A Serra da Lousã e o Louzanpark, locais de culto do desporto aventura, acolheram a gravação o "Fast Encounter", uma corrida entre Dani Sordo (piloto da Hyundai Motorsport) e Andreu Lacondeguy (atleta de freeride mountain bike) desportistas patrocinados pela Red Bull Motorsports.
O espetacular vídeo promocional da Red Bull, está disponível em todas as plataformas digitais das marcas envolvidas e a ter um impacto mundial, tendo-se tornado “viral”.
Luís Antunes, Presidente da Câmara Municipal, referiu que “Este é mais um importante momento de promoção do Concelho, que terá um impacto mundial e que associação da “marca” Lousã a outras marcas de referência, dará ainda mais amplitude à promoção deste
destino de excelência para o desporto aventura.”
O Autarca destacou ainda que “desde que nos foi lançado o repto pela Red Bull Portugal, trabalhámos, em parceria com o Montanha Clube, para corresponder da melhor forma às solicitações inerentes às realizações das filmagens no Concelho e temos fundadas expetativas em relação ao alcance que os vídeos produzidos terão.”
As filmagens tiveram lugar em maio, tendo a Câmara Municipal e o Montanha Clube apoiado esta iniciativa, criando as condições adequadas para a produção.

“Pedro e Inês”, de António Ferreira – antestreia a 14 de outubro

O realizador António Ferreira apresenta em outubro a sua nova longa-metragem, “Pedro e Inês”, um filme que faz ressoar o “Romeu e Julieta português” em três tempos distintos – passado, presente e futuro.

O filme, que adapta o romance de Rosa Lobato Faria “A Trança de Inês”, conta com antestreia a 14 de outubro, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, concelho onde a maioria da obra foi rodada.

Inspirado na lenda de Pedro e Inês, o filme conta a história de Pedro, um homem internado num hospital psiquiátrico por viajar de carro com o cadáver da sua amada Inês, que recorda simultaneamente as vidas de Pedro de Portugal na idade média, Pedro Bravo no presente e Pedro Rey num futuro distópico.

 

“…este caos que vai na minha cabeça e que tantas vezes me faz confundir o tempo com o tempo com o tempo. Viajo entre o ser e não ser, entre estar e não estar e isso, deixa-me cansado, confuso, incerto. Não tenho passado nem futuro, só tenho presente e penso que essa é a minha doença.” em A Trança de Inês de Rosa Lobato de Faria

“São três histórias em três tempos diferentes, cada uma com um princípio, um meio e um fim, mas que se vão contando umas às outras”, com cenas no passado, presente e futuro a sucederem-se e a “preencherem os buracos das outras histórias”, disse à agência Lusa António Ferreira, realizador de Coimbra a residir no Brasil.

Apesar de serem três histórias distintas, “fica a sensação de que é tudo uma”, resumiu.

Entre outros, o elenco do filme é composto pelos atores Diogo Amaral (Pedro), Joana de Verona (Inês), Vera Kolodzig (Constança), Custódia Gallego (Beatriz), Cristóvão Campos (Estevão), João Lagarto (Afonso) e Miguel Borges (Pero Coelho).

A ideia de adaptar o romance de Rosa Lobato Faria já surgiu há vários anos, quando entrou em contacto com o livro, mas só agora foi materializada devido à demora em conseguir financiamento.

“Achei que dava um filme espetacular. É uma abordagem inovadora. Não é um filme histórico, mas uma releitura total do tema, com uma estrutura narrativa contada em vários tempos”, explicou, considerando que o romance é uma “forma fresca de se falar de um tema sobejamente conhecido e até chato”, ainda para mais para uma pessoa de Coimbra, palco histórico do romance: “Já não podia mais com o Pedro e Inês”.

Segundo António Ferreira, “é um filme muito ambicioso, do ponto de vista de produção” – com coprodução de três países (Brasil, França e Portugal) -, dispendioso e que contou com “um milhar de figurantes em Coimbra e com ‘décors’ muito difíceis”.

“Filmar a Idade Média sem muito dinheiro é um desafio. Mesmo com um orçamento modesto, conseguimos fazer um filme exuberante que não fica a dever nada a um grande filme”, vincou.

Em termos estéticos, o realizador optou por usar o mesmo tipo de olhar e movimento de câmara para os diferentes tempos, deixando de parte a ideia de usar uma espécie de coloração diferente para cada época.

O projeto que começou a ser desenhado há dez anos vê agora a luz do dia em outubro.

Depois da antestreia em Coimbra, o filme vai ser exibido em salas de cinema de todo o país, a partir de 18 de outubro.

Para fevereiro de 2019, já está programada a estreia do filme para o Brasil, com a equipa a assumir o objetivo de internacionalizar a história de Pedro e Inês, o “Romeu e Julieta português”.

E SE 13 – Perguntas sobre a Maternidade de Coimbra

Recentemente, um grupo de trabalho nomeado pelo Governo apresentou um relatório em que recomendava a construção de uma nova Maternidade em Coimbra, no espaço dos atuais Hospitais da Universidade. Outras opções, como reinstalar os atuais serviços no Hospital dos Covões, na maternidade Bissaya Barreto ou no Hospital Pediátrico foram liminarmente afastadas. A decisão, prontamente anunciada pela ARS do Centro e pelo PCA dos CHUC, na presença do Ministro da Saúde, é de tal forma estranha que causou de imediato polémica. Na verdade, quem conhece minimamente o espaço dos HUC, cheio de trânsito, sem estacionamento, com gravíssimos problemas urbanísticos no espaço circundante, sobrelotado, estranhamente desorganizado e onde são frequentes todo o tipo de situações médicas nos serviços de urgência e de ambulatório, nomeadamente gravíssimas infeções resistentes, não poderia deixar de estranhar como é que se pretende instalar uma maternidade naquele espaço. Os argumentos ainda eram mais estranhos, pois centravam-se na segurança das grávidas e recém-nascidos, aparentemente dependente da proximidade física aos serviços de emergência (blocos operatórios e serviços de cuidados intensivos) e da capacidade de mobilizar rapidamente várias especialidades. Projeta-se então construir 13.000 m2 na zona leste dos HUC, ocupando o atual espaço da enfermaria masculina da psiquiatria e de uma enfermaria de neurologia. No referido relatório nada se dizia sobre novos blocos operatórios, salas de parto ou unidades de recobro, mas, depois de algum debate, passou a dizer-se que, afinal, existiriam espaços independentes dessas tipologias dedicados à nova maternidade. Como nada disso está no projeto apresentado, começamos já com uma originalidade que é ter um deslize orçamental ainda antes de a obra começar. Ou será que se prevê é mesmo compartilhar espaços assistenciais com os usados pelos doentes do resto do hospital? Pelo meio lançaram-se números assustadores: 20% das grávidas estariam em risco e, pasme-se, de um momento para o outro o funcionamento das maternidades existentes, ainda há pouco considerado de excelência, passou a ser classificado de “criminoso”. As minhas perguntas começam aqui, depois de ter ouvido muita gente, entre profissionais de saúde, políticos, cidadãos em geral, incluindo aqueles que são um pouco de tudo isto. 1) Se as maternidades têm de ser reorganizadas e fundidas, por que razão não podem ser usadas as instalações da Bissaya Barreto? Se é necessário construir um novo bloco e até unidades de recobro à parte, porque não se faz isso na maternidade? Quem tem de se deslocar são os especialistas sempre que necessário. E os mesmos deveriam ter meios de transporte rápido para percorreram os poucos mais de 500 metros entre os HUC e a Bissaya Barreto. 2) Dos 20% de eventos registados em grávidas, quantos são exatamente não antecipáveis, graves e emergências? E desses, quantos não poderiam ser resolvidos, com total segurança, numa maternidade renovada em instalações e meios humanos? 3) Por que razão não pode a nova maternidade ser instalada nos Covões, que tem todas as condições para a acolher, incluindo blocos já montados e unidade de cuidados intensivos, e ainda as condições necessárias para os utentes e seus familiares: enfermarias, espaço, estacionamento, etc.? 4) O que leva a comissão a preferir o espaço sobrelotado dos HUC, construindo mais um edifício, a soluções bem mais simples, aparentemente mais seguras e talvez menos onerosas? E como ou onde vai reinstalar os serviços que remove dos HUC? Por exemplo, a psiquiatria vai de novo ser estigmatizada para um getto, como o antigo pediátrico ou para o Sobral Cid, ou vai, em parte, ser encaixada noutros lados, proporcionando assim mais um downsizing disfarçado de inovação? 5) Se a presença nos HUC é essencial por uma questão de proximidade a cuidados intensivos e outras especialidades no caso das grávidas, o que dizer de todos os serviços desconcentrados dos HUC que funcionam um pouco por toda a cidade e não têm essa proximidade? Não interessam? Não necessitam? Serão aqueles serviços dedicados a velhos, incuráveis ou descartáveis, já com a morte no horizonte das suas vidas? Qual é a razão desta diferença de tratamento? Não deveria o cuidado ser igual para todos? Não deveria a tal comissão, que “resolve” liminarmente todos os problemas de ordenamento e de circulação sobrelotada da zona com a proposta de construção de um silo auto, considerar as consequências para os doentes dos serviços deslocalizados? Estas perguntas, e muitas outras, fui fazendo durante as últimas semanas e não obtive resposta. Gostava de ter resposta e gostava de lembrar que a saúde é de tal forma importante para Coimbra e para todos os cidadãos que não pode, de forma alguma, estar somente na mão de alguns.

E SE… um programa de Norberto Pires com realização de Rijo Madeira

 

NA COR DO AVESSO – POENTE

Procuramos o avesso, o outro lado.
O lado das não coisas, das não faces, dos não dogmas, das não máscaras, dos não fins nem inícios. Procuramos o caminho, a viagem, o que vai ligando em vez de separar; o contínuo, fluxo, devir; o que está antes de tudo e tudo sustenta.
Procuramos, afinal, o avesso do espaço onde tanto, e tão mal, nos vamos perdendo.
Procuramos o tempo. O nosso tempo…
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Partimos da Canção de Coimbra!

Uma canção que nos deu quase tudo.

Quisemos agradecer…

Juntámos, em torno das guitarras de Coimbra, amigos de dentro e de fora, desiguais e diferentes. Convidámos seres humanos que gostam acima de tudo de música; que encontram na música o verdadeiro sítio para se viver…

Partimos da Canção de Coimbra para a reencontrar!

Para a reencontrar viva, aberta ao mundo, aberta às novas gerações. Eis a forma escolhida para retribuir a herança infinita deixada pelo Zeca, pela família Paredes, pelo Goes, e tantos outros:

O momento de mostrarmos, simplesmente, as nossas ideias e a nossa música.

Procuramos o tempo. O nosso tempo.
Sob licença: Na cor do avesso

E SE 12 – Especial – Em defesa da memória e do futuro

Um país sem cultura é um país sem memória, sem passado e sem esperança no futuro. Mais do que um espaço mal ocupado, é um espaço que em breve ficará livre, deserto, sem vida.

Ano após ano, Governo após Governo, ministro após ministro, ouvimos juras de amor à cultura, à necessidade de a apoiar, divulgar, dar a conhecer. Ouvimos hossanas à sua importância estratégica, à importância que tem num país vivo e dinâmico.

Eleito um Governo de esquerda, com promessas de dar prioridade à cultura, devolvendo-lhe a dignidade de um Ministério, de um orçamento digno e de debate sobre a forma como tudo seria planeado. Aparentemente, esse Governo esqueceu as promessas, o orçamento e a dignidade. Ouviu, sem debater e sem verdadeiramente escutar.

No limite, os agentes culturais e o público foram para a RUA dizer que querem que a Cultura seja uma prioridade. Este país gasta anualmente 1.2% do PIB em Ciência e 0.8% do PIB em Cultura (dados de 2017 – os valores eram inferiores em anos anteriores).

Só em bancos, desde 2007, Portugal já gastou 17 mil milhões de euros de dinheiro dos contribuintes. Considerando o PIB de 2017 (193,1 mil milhões de euros), isso equivale a 8,81% do PIB2017 gasto a resgatar bancos em 11 anos. Dá que pensar.

O “E se…” participou na ação de rua “Cultura acima de Zero” em Coimbra e ouviu o que vários agentes culturais tinham para dizer.