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V Ciclo Concertos Coimbra

V Ciclo Concertos Coimbra 🎼 regressa ao cenário habitual da Cidade de Coimbra que passará novamente por mais de 5 locais emblemáticos a revelar brevemente🌲 entre 20 e 22 de Março de 2020.

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14 de fevereiro, 14h30 | Pré-Estreia da 5ª edição do Ciclo de Concertos de Coimbra.

A apresentação do programa do 5º Ciclo de Concertos de Coimbra decorrerá na Sala do Capítulo da Igreja de Santa Cruz pela 14h30 e, pelas 15h, um concerto pela mão de Paulo Bernardino fará soar os tubos do orgão da igreja em especial homenagem à Cáritas Diocesana de Coimbra e a todos os seus utentes.

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Sem emoção não há decisão?

O Cineteatro de Anadia prepara-se para receber um dia inteiro dedicado às emoções, juntando no mesmo momento uma panóplia de especialistas de diferentes áreas e setores. A conferência “Sem emoção não há decisão?”, promovida pelo Colégio da Curia em parceria com o Município de Anadia e o Hotel das Termas da Curia, acontece a 18 de janeiro, das 10 horas às 18h 30m, e conta com os “speakers” Luís Borges, Eduardo Sá, Jorge Sequeira, Juliana David e Sofia N. Rodrigues.

Falar de emoções, desde a infância até à fase adulta, pretende ser o objetivo primordial desta primeira grande conferência, que juntará na cidade de Anadia ilustres convidados do panorama nacional e até internacional. “Foi mais um dos momentos pensados para o Colégio da Curia, mas que, dada a dimensão dos convidados, achei que seria egoísmo não partilhar com a comunidade”, explicou, ao nosso jornal, Maria Manuel Vicetro, diretora do Colégio da Curia, garantindo que “a Câmara de Anadia aceitou no imediato a proposta, tornando-se parceira, disponibilizando o Cineteatro e todo o seu pessoal técnico, e ainda colaborando na divulgação e comunicação”.

Serão aliás a líder do Colégio da Curia e a vereadora responsável pela Educação no Município de Anadia – Maria Manuel Vicetro e Jennifer Pereira – a promoverem a abertura da sessão, que durante todo o dia contará com diversos painéis: “Com as emoções não chegamos ao céu”, por Eduardo Sá, psicólogo e psicanalista; “Criança, Adulto – Metamorfose”, por Juliana Oliveira David, psicopedagoga clínica; “Especificidade da criança”, por Sofia Nascimento Rodrigues, Mestre em Direito com Pós-graduação em “Educação para a Paz”; “Cérebro social”, pelo neuropediatra Luís Borges; e “Dar ao Pedal” com Jorge Sequeira, Professor de Psicologia.

A iniciativa conta ainda com dois debates, um moderado por Idália Sá-Chaves, Professora na Universidade de Aveiro, e outro por César Rodrigues, investigador no Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX da Universidade de Coimbra. Haverá ainda alguns momentos culturais promovidos pela Escola de Bailado Aveiro / Águeda / Anadia e por António Vilhena.

O número limite de inscrições é de duzentos e sessenta e poucos lugares já há disponíveis. O custo de participação por pessoa é de quinze euros e as reservas devem ser feitas para eventos@mapearte.pt e/ou 231 511 928. “Estão inscritas pessoas de todo o lado – Coimbra, Aveiro, Águeda, Porto, Anadia – e de várias áreas – desde a saúde, educação, medicina até a advocacia -, estando neste encontro representada, de certa forma, toda a sociedade civil”, explicou, ao nosso jornal, Maria Manuel Vicetro.

Essencialmente, garante a diretora do Colégio da Curia, pretendemos com esta conferência “dar recurso às pessoas para conseguirem gerir as emoções de forma positiva”. “Será um momento de carácter informal e familiar, de forma a que todas as pessoas possam participar”, concluiu.

Texto de Mónica Sofia Lopes

E SE – A cheia e a incúria

nfelizmente, mais uma vez, todo o vale do Mondego sofreu mais uma cheia que destruiu bens, meios de produção industriais e agrícolas, afetou transportes e deixou com o coração nas mãos vários milhares de pessoas. Tudo isto, para além de desanimador, é absolutamente desesperante. É verdade que no Inverno chove e, apesar de darem nomes fofinhos às intempéries, os efeitos do mau tempo podem resultar em estragos significativos. No entanto, construiu-se há cerca de 40 anos um sistema, denominado Empreendimento de Fins Múltiplos do Baixo Mondego, que visava controlar a natureza rebelde do rio Mondego e seus afluentes, evitando assim as cheias frequentes que alagavam a cidade de Coimbra e as populações até à Figueira-da-foz. Esse sistema, apesar de muito bem pensado, não é, nem poderia ser, infalível, mas foi planeado para ser capaz de evitar a maioria das situações que davam origem a cheias.
Na verdade, desde que entrou em funcionamento, e enquanto o sistema era novo (não eram críticos os efeitos de ausência de manutenção), não houve problemas de maior. No entanto, em 2001, regista-se de novo uma grande cheia em todo o vale do Mondego.

Nessa altura, assim como nas cheias seguintes de 2016 (duas consecutivas nesse mesmo ano), os relatórios de análise da situação apontavam causas gravíssimas:
1 )Total ausência de manutenção do sistema, o que, como é fácil de entender, potenciava falhas nos equipamentos, e com isso eventos graves de cheias e perdas de bens materiais, para além de colocar em risco a vida humana, por deficiente funcionamento do sistema;
2 ) O facto de ser uma obra inacabada, isto é, não tinham sido regularizados, como fazia parte do projeto original, os vários afluentes do Mondego, faltavam equipamentos (por exemplo, das 6 bombas de alto débito planeadas para estar a jusante do açude e que deveriam retirar do rio aproximadamente 500 m3/s de água, só uma tinha sido instalada);
3 ) O facto de ser uma obra com 40 anos, projetada num determinado cenário, tendo em conta a ocupação do território e as opções tecnológicas da altura. Todas as obras de engenharia têm de ser avaliadas, de tempos a tempos, revisitando os projetos, de forma a adaptá-las à nova realidade e melhorar o seu desempenho tendo em conta novas soluções tecnológicas. Em 40 anos, para além de não ser mantido, este empreendimento não foi revisitado;
4 ) O facto de não existir nenhuma entidade de gestão que permitisse garantir as tarefas acima mencionadas, mas também monitorizar o rio e os seus afluentes e instalar sistemas de vigilância essenciais para uma resposta célere, segura e eficaz. Uma entidade de gestão que tivesse ainda a autoridade necessária para avaliar qualquer obra que fosse planeada na sua área de intervenção, acautelando assim a eficácia global do sistema;
5 ) Não foi ajustada, à medida da evolução dos tempos e das novas circunstâncias, a forma como eram/são geridas as barragens do Mondego, nomeadamente a Aguieira, exigindo parâmetros de gestão não somente economicistas e mais adaptados ao dia-a-dia das populações. Por exemplo, existem relatos, não confirmados, de que nesta cheia de 2019, a barragem da Agueira esteve em risco sério de colapso. O que torna incompreensível o cancelamento, em 2016, da Barragem de Girabolhos. Na verdade, essa barragem, que fazia parte do plano original de intervenção no rio, foi cancelada em 2016, também, por este ministro que agora queria mover aldeias. O presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, diz que a obra não avançou em 2016 por “pressão política” do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista Os Verdes, que queriam rever os termos do acordo que já tinha sido assinado. É importante que isso seja esclarecido com urgência.

Acresce que o rio Mondego, por exemplo, sofreu obras de desassoreamento em 2017 e 2018. No entanto, os inertes removidos do leito do rio foram usados para fazer um aterro gigantesco a jusante do açude e uma parte para uma nova praia fluvial a norte do açude. A QUERCUS alertou nessa altura para a insensatez desse aterro, fazendo vários avisos de que os efeitos seriam os de potenciar novas cheias e dificuldades nas terras a jusante de Coimbra. Bateram na porta errada, ninguém lhes ligou. As consequências estão à vista.

Para além disso, com incêndios, ausência de limpeza das matas, total desordenamento da floresta, etc., os resíduos florestais, matéria ardida, etc., vão parar ao rio sempre que as condições climatéricas são adversas. Basta ver a quantidade enorme de árvores partidas que o rio transportava, muitas das quais são ainda visíveis nos pilares da Ponte Pedonal, da ponte de Santa Clara e no Açude. Tudo isso contribuiu para esta cheia, para a pressão sobre os diques e para o colapso de todo o sistema.

Ao contrário do que disse o insensato Ministro do Ambiente, que, depois de ter autorizado um Aeroporto Internacional no estuário do Tejo, queria mudar de sítio as aldeias de Montemor, não precisamos de mudar as aldeias de sítio. Precisamos que aprendam que não podem construir em leito de cheia, que temos de respeitar o rio, mas acima de tudo, que temos todos de exigir que o sistema de engenharia desenhado para o controlar seja revisitado, revisto, finalizado, mantido, gerido e monitorizado. Isso é essencial para o nosso futuro e não pode continuar desta forma. São os cidadãos que o têm de exigir, pois por iniciativa das autoridades públicas isso não irá acontecer, como os factos demonstram.

Texto publicado no Diário As Beiras de 28 de Dezembro de 2019
Agradecimentos; Miguel Franco e Álvaro Cadima

Redes Sociais / Fake News – Festa Literária Folha 2019

Com Dulce Neto (Jornalista), Manuel Halpern (Jornalista), Nuno Miguel Guedes (Investigador), e moderado: César Rodrigues (Investigador)

O Parque das Artes do Hotel das Termas da Curia, promoveu de 26 a 28 de setembro a “II Festa Literária Folha 2019” e que pretendeu divulgar “autores e obras literárias” portuguesas, numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Anadia com a Sociedade das Águas da Curia.

100 anos do nascimento de Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner Andersen

M89 – recital de poemas para muros e galáxias distantes é um trabalho performativo com base em textos poéticos e Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andersen e José Saramago. Em resposta ao desafio do 2.º Festival Literário “Palavras de Fogo”, M89 evoca simbolicamente o tema dos “muros”, reportando-se à queda do muro de Berlim (1989), aos muros com que, hoje e sempre, convivemos, ao muro invisível que separa/liga,  no teatro, o palco e a plateia. M89 também aproveita a divulgação recente do buraco negro Messier 87 para colocar o tema da crise climática. Os muros habitam-nos. e nós habitamos muros. Há ainda muros que nos cercam. Mas por vezes trepamos muros para ser mais longe.Também muito do teatro se faz entre muros. Como se os muros não existissem. Em busca de galáxias distantes somos arrastados pela escuridão de um buraco negro supermaciço… Neste recital dizem-se poemas de Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andersen e José Saramago. Dizem-se também as palavras dos atores. Com o Muro de Berlim no horizonte, rastreiam-se outros muros, fala-se deles, trepam-se, saltam-se, derrubam-se… para neles mergulhar ainda.

Sinais de Fôlego, nas palavras de Jorge de Sena

fôlego. s. m. 1 ato de inspirar e expirar; respiração; 2 capacidade de manter o ar nos pulmões; 3 ar que se respira; 4 acto de soprar; bafo; hálito; 5 período durante o qual se recuperam forças perdidas; descanso; folga; 6 [fig.] alento, ânimo – de fôlego de grande valor; muito importante; muito trabalhoso; de um fôlego de uma só vez; sem parar; ter sete fôlegos ter grande resistência; tomar fôlego parar para descansar…

O recital Sinais de Fôlego, nas palavras de Jorge de Sena segue as pistas deixadas ao longo dos trilhos da Viagem Literária Jorge de Sena, no âmbito das comemorações do centenário do escritor e integrada na 11.ª edição do Festival das Artes, decorreu a 20 de julho, entre Coimbra e a Figueira da Foz. Nessa senda, este recital revisita, nas palavras próprias do autor (desde o romance Sinais de Fogo a vária da sua poesia), o caminho do seu achamento como poeta – inspirando e expirando o bafo e o hálito, o alento e a folga, o trabalho e a resistência da sua respiração criativa.

A reserva de bilhetes pode ser efetuada através do email bonifratesbilheteira@gmail.com ou pelo telefone 916 615 388. Os preços dos bilhetes são os seguintes: NORMAL – 5 €; ESTUDANTES, SENIORES, PROTOCOLOS, CLUBE DE AMIGOS e GRUPOS (+ 10 elementos) – 3 €.

Espectáculo aconselhável para a maiores de 6 anos, com a duração de 1h15.

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E SE 17 – Controlo e Automação Industrial – Indústria 4.0

Este programa foi gravado durante da apresentação do livro “Controlo e Automação Industrial – Indústria 4.0” que se realizou no dia 16 de Maio, na livraria Bertrand (Centro Comercial ALMA em Coimbra). O “E se…” é um Programa de J. Norberto Pires, para o Coimbra Canal, com a realização de Rijo Madeira. Este episódio, pela relevância das intervenções, reflete uma visão e uma estratégia industrial e de cooperação universidade-indústria para Coimbra. Com Amílcar Falcão, Ana Lehmann, António Mira, Luis Simoes da Silva, Ricardo Patricio, Frederico Annes (Lidel Edições Técnicas) e J. Norberto Pires. Participação especial do Grupo de Bandolins da Casa Museu Fernand Namora

E SE 16 – Metrobus, o metro que já não é comboio, mas é promessa de BUS.

O “E se…” dirige-se neste episódio aos habitantes de Coimbra e da região de Coimbra para que exijam que seja desta vez que o Metro sai do papel. Desde 1996 que se promete uma solução de mobilidade para Coimbra. Vários milhões de euros depois, recuos e avanços, com várias “soluções” estudadas vezes sem conta, e abandonadas também vezes sem conta, num processo em que se destruiu o velho comboio que existia, Coimbra não tem uma solução de mobilidade. Agora anuncia-se uma solução em formato de loja de chinês, isto é, um Metrobus. O Governo, jurando a pés juntos que não nada tem de eleitoralista, anuncia que tem 120 milhões de euros para a “obra”: 85 milhões para o BUS, 15 milhões para a Estação de Coimbra-B e 20 milhões para material circulante. Eh! lá!, dizem os mais desconfiados. Como é que um Governo que anunciou 2,7 mil milhões para modernizar a Ferrovia Nacional e só executou 160 milhões (7%), vai agora gastar 120 milhões em Coimbra? Se aplicar-mos a mesma taxa de execução estamos a falar de 8,4 milhões de euros…
O “E Se…” alerta para isso e desafia todos a exigirem ao Governo, à CCDRC e a Manuel Machado que cumpram a sua palavra e construam o metro: Eh! pá, construam o BUS, Porra!