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Sugestão: Arroz de lampreia em Montemor-o-Velho e visita aos Pauis da Madriz e do Taipal

“SÓ SE AMA O QUE SE CONHECE E SÓ SE PODE QUERER CONSERVAR O QUE SE AMA”
Vizinho de alguns anos de excelente convivialidade e amizade, o Dr. António Pinto Castanheira é um grande defensor e divulgador da importância do Paul da Madriz até porque nasceu no Casal do Redinho, onde se destacou, em criança, por ser dotado de grande capacidade intelectual o que levou a sua professora do ensino básico a apoiá-lo e a pedir a seus pais para o deixar continuar a estudar em vez de ir logo para a rude agricultura.

Amigo de longa data e quase conterrâneo, figura querida de Coimbra, evoco Orlando Bonito que nos deixou, prematuramente, quando muito havia a esperar do seu talento e da sua apuradíssima sensibilidade. Também natural do Casal do Redinho, localidade da qual era quase “relações públicas”, transformou-se igualmente num divulgador do Paul da Madriz.
Contagiado pela paixão destes dois amigos pelo Paul da Madriz dediquei, há anos, algum tempo para reportagens à fauna e flora desta belíssima zona húmida.
Passaram-se os anos e voltei. Acompanhado de pessoa amiga a quem quis mostrar esta parcela importantíssima e bela da nossa região centro tentei alcançar o Paul entrando quase junto à igreja principal do Casal do Redinho.
Estrada de terra batida, ramos cortados há pouco, mas a dificultarem a circulação, chega-se, apenas, até a um observatório das aves. Depois o percurso quase se perde e é incerto. Não consegui mostrar o que pretendia mas se formos com tempo chegamos lá e há mais dois percursos assinalados.

Devido à realização de hoje até 22 do corrente do Festival do Arroz e da Lampreia, em Montemor-o-Velho, atrevo-me a deixar, a quem entra no “Coimbra Canal”, uma apetitosa sugestão para completar uma refeição no Largo da Feira e da Festa em Montemor com visitas (antes ou depois) a dois pauis próximos: o Paul do Taipal em Montemor; e o da Madriz, em Soure.
Faça-se acompanhar da sua máquina fotográfica, consulte o portal da internet avesdeportugal.info para tomar nota das diversas espécies de aves que pode observar e … eito fora.
Desejo a quem nos lê um bom almoço ou jantar com arroz de lampreia ou um dos outros suculentos pratos que estão a ser servidos nos restaurantes sob a tenda gigante e faça-se à descoberta do verdadeiramente maravilhoso: um paraíso da natureza, ou antes, dois paraísos… Ainda há pouco perto das 19 horas o jornalista Manuel Portugal fazia na RTP – 1, uma reportagem em direto sobre a festa entrevistando entre outras personagens o presidente Emílio
Torrão. Uma bela reportagem, sem dúvida, mas ficámos com a ideia que o Manuel Portugal estava a salivar, avidamente, ao ver tão apetitosos pratos a serem confecionados naquele momento!!! Que o jornalista é exímio em tocar guitarra e em gastronomia já sabíamos, mas desculpar-se com uns quilitos a mais se atacar estes manjares…deste aparte não estávamos à espera…mas
compreende-se! Se compreendo!!! Quem resiste a pratos tão saborosos e suculentos? Até a Dina Aguiar acho que estava a salivar no estúdio. Acho!!!
Do portal avesdeportugal.info retiro um extrato referente ao Paul da Madriz que abrange uma área de cerca de 40 hectares, de forma trapezoidal e alongada de SE para NO, alargando-se para a zona ocidental, com cerca de 2 km de comprimento e uma largura média de 300 metros sendo drenado pela Vala do Moinho que o atravessa e se liga à Vala do Canal.
A área do Paul foi ocupada, principalmente, pelo cultivo intensivo de arroz, tendo essa prática sido abandonada a partir do início da década de 1960, subsistindo, atualmente, algumas áreas de cultivo agrícola a montante e a jusante, para além da via ferroviária. Este abandono foi originado pela repartição da área agrícola em pequenas parcelas associado às condições físicas do Paul que não possibilitava a utilização de maquinaria, tornando impraticável a agricultura sustentável. Assim, presentemente, somos contemplados com um santuário para a fauna e flora. A progressão neste paul é difícil e a observação da avifauna aquática a partir das vertentes também é dificultada pelo facto de esta zona húmida estar rodeada de bosques ripícolas.
Mas porque “só se ama o que se conhece, e só se pode querer conservar o que se ama” são sugeridos uma série de percursos, que possibilitam percorrer o paul e a sua área envolvente, bem como parte do vale do Rio Arunca.
Em relação ao Paul do Taipal e socorrendo-nos do portal já citado também podemos ler o seguinte: “Situa-se (este Paul do Taipal) na planície aluvial do Baixo Mondego, próximo à vila de Montemor-o-Velho e foi outrora ocupado pela orizicultura. Em meados da década de 1970, aquando da construção da atual Estrada Nacional no.111, as valas de drenagem foram interrompidas,
transformando este espaço numa área de alagamento, provocando o abandono da agricultura e a sua ocupação pela vegetação típica de zonas húmidas.
Este paul está ocupado na sua grande maioria por caniço e por algum bunho e junco. As valas estão ocupadas por golfão-branco e o estrato arbóreo é constituído por salgueiros e amieiros.”
Não se esqueça de nos dar a sua opinião. Se fizer fotos giras das aves e da flora mande-as para o “Coimbra Canal” para as publicarmos.
Esperamos que siga a nossa sugestão juntando pratos de arroz (do Baixo Mondego) ou de lampreia a visitas sumptuosas aos pauis da Madriz e do Taipal.
Depois dê-nos a sua opinião acerca do que viu.

Interatividade: sansaocoelho@coimbracanal.com